sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

A dificuldade dos fins, a esperança dos recomeços

Oi, gente! Tudo bem? Passando para desejar um feliz natal, próspero ano novo e tudo mais, dentro do possível. E aquele recadinho clássico de 2020: se cuidem! Agora vamos bater um papinho?

Fig. 1 Árvore de natal alternativa,
feita com livros

Depois do último post parece que me bateu uma consciência estranha sobre os malefícios das redes sociais e acabei me permitindo mais um descanso, dessa vez sem culpa. Porém depois de um mês começa a bater a preocupação da ausência e achei melhor aparecer pra dar mais um oizinho e trazer uma reflexão sobre esse ano.

Me sinto esquisita por estar vindo aqui mais para falar sobre coisas "aleatórias" do que sobre livros específicos, mas essa tem sido a minha vibe no momento. Inclusive esse ano, pela primeira vez em MUITOS ANOS, eu realmente não estabeleci nenhuma meta de leitura (se estabeleci, já não me lembro) e não estou nem contando quantos livros estou lendo. Não tenho a menor ideia do quanto li, em termos de quantidade mesmo. Tenho seguido os meus dias apenas fazendo o possível e buscando leituras que me confortem quando preciso de conforto, que me instruam quando estou em busca disso, e por aí vai. Estou realmente respeitando meu tempo, depois de tanto buscar por isso. Qualidade > quantidade.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Redes sociais: a transformação positiva que podemos fazer

Oi, gente! Tudo bem por aí?

Fig. 1 Uma foto minha de perfil segurando
 o celular e sorrindo levemente, com livros
ao fundo.
Por aqui sigo oscilando bastante e uma das coisas que tem me abalado e, às vezes, mantido um pouquinho distante daqui tem sido perceber cada vez mais a toxicidade das redes sociais. Assunto já meio batido, mas que foi renovado com o documentário lançado esse ano e disponível na Netflix: "O dilema das redes".

Feliz ou infelizmente as redes já fazem parte da sociedade de forma intrínseca, então comecei a me questionar: como estar aqui de forma saudável? E indo além: como continuar produzindo conteúdo de forma saudável para mim e para quem me acompanha?

A gente leva um tempão estudando a melhor forma de ter alcance, tentando entender o algoritmo das redes para obter melhores resultados, para no fim das contas perceber que o ideal e mais saudável é se permitir ignorar todas essas "regrinhas". É bom que, de vez em quando, a gente esqueça dessas fórmulas "mágicas" que só nos aprisionam.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Estupro "culposo" e trechos de "O feminismo é para todo mundo" da bell hooks

Oi, gente! Tudo bem por aí?

Temos tido muitas notícias importantes nas últimas semanas. Saída do Trump, apagão no Amapá... mas não queria deixar passar uma que me abalou, particularmente, e acredito que a outras mulheres também. Precisei de um tempinho depois de toda essa merd... envolvendo o caso da Mari Ferrer para me acalmar e conseguir falar um pouco sobre o assunto. Não vou entrar em detalhes porque muito já se falou por aí, mas não dá para ignorar uma temática importante como essa.

Fig. 1 O feminismo é para todo mundo - bell hooks, em formato digital no Kindle, cercado por livros de temáticas feministas e de autoras negras.

Tudo o que envolveu o caso foi repugnante. A vítima, além do estupro sofrido, foi humilhada durante a audiência que culminou numa sentença completamente injusta e desencadeou uma reação de indignação e nojo geral. Isso me fez pensar no livro "O feminismo é para todo mundo" da bell hooks, porque o machismo afeta a todos. O patriarcado é injusto. Ponto. E o que aconteceu com a Mari Ferrer é o reflexo da nossa sociedade patriarcal, machista e racista.

Resolvi, então, compartilhar alguns trechos desse livro

sábado, 31 de outubro de 2020

Especial Halloween: por que gostamos de terror?

 Oi, gente! Tudo bem?

Feliz Halloween! Feliz Dia das Bruxas! Feliz Dia do Saci! Finalmente chegou o dia de se libertar do convencional e se entregar ao lado dark, rsr. Acontece que nem todo mundo gosta, entende ou aceita bem essa vibe mais "macabra", digamos assim, então hoje eu resolvi fazer um post um pouquinho diferente. Preparados?

Fig. 1 Esta que vos fala na livraria vestida para o Halloween, segurando um cajado e um livro de bruxaria.

Gostaria de deixar claro que tá tudo bem não gostar de terror ou semelhantes, não estou aqui pra evangelizar ninguém, muito pelo contrário. Minha intenção é apenas tentar quebrar alguns preconceitos que possam vir a existir.

Quem nunca ouviu falar ou teve algum tipo de contato com pessoas que queimam livros "do demônio", que julgam o coleguinha que gosta de uma leitura sobre psicopatas, que olham estranho pra quem é diferente e curte um terrorzinho? Que tal tentar abrir a mente e, por mais que não goste para si, aceitar melhor a existência do que não é tão convencional (isso vale pra tanta coisa...)?

PONTOS POSITIVOS DO TERROR

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Dia das crianças, livros infantis e a vida adulta

Oi, gente! Tudo bem?

Dia das crianças aí e, por mais que eu não esteja no clima de muitas datas comemorativas, infância é sempre algo que mexe comigo de alguma forma. Então bora falar disso e relembrar/conhecer algumas leituras infantis (para todas as idades)!

Fig. 1 Quadrinhos da Turma da Mônica: "Bidu - Caminhos" e "O Coiso" e box Peanuts ilustrando Snoopy.


SOBRE A INFÂNCIA

Já dizia Casimiro de Abreu no seu poema "Meus oito anos":
"Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!"
Esse poema fez parte da minha infância, meu pai sempre o recitava e eu não entendia muito bem o porquê. Hoje eu entendo seu sentimento. Infância é um tempo sem igual. Por mais que possam existir problemas, dependendo da sua vivência, no geral é uma fase com menos preocupações e mais liberdades. Oh! Que saudades!

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Sobre não estar no clima, Halloween e o terror da vida real

Oi, gente! Tudo bem?

Hoje eu queria passar aqui pra conversar um pouquinho. Sempre bom fazer isso de vez em quando, né? Aproveitar o espaço para colocar pra fora como tenho me sentido, o que tenho feito etc.

Estava pensando aqui com meus botões que pela primeira vez chegou outubro, o mês do Halloween, e eu não estou extremamente empolgada para aproveitar cada minuto desse momento. Gosto muito de terror, thriller, suspense, mas dessa vez não me sinto tão direcionada a isso. Talvez seja 2020 e toda essa vibe naturalmente pesada que esteja me afetando. Já tem terror o suficiente ao meu redor para eu "precisar" apelar para a ficção.

Tudo bem que a ficção ajuda a gente a externalizar certas coisas escondidas, subentendidas. Pelo menos eu encaro dessa forma. Ajuda a trabalhar os sentimentos, fazer paralelos com a realidade e tudo mais. É uma forma de solucionar o "insolucionável", uma chance de encarar a vida por outro ângulo. Mas a verdade é que eu tô cansada. Cansada demais para conseguir parar pra pensar em que vibe eu me encontro. O que eu realmente estou com vontade de ler ou fazer.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Setembro Amarelo, leituras leves e #LiteraturaCriativa adaptado para TAG

Oi, gente! Tudo bem?

Setembro está no fim e eu não queria deixar de falar um pouco sobre a campanha do mês, o Setembro Amarelo. Já comentei um pouco em posts anteriores, de outros anos e não só em setembro, mas é sempre bom relembrar. Esta é uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. Como não tenho qualificação para falar sobre, indico que procurem profissionais da área e cuidem da sua saúde mental sempre. Se não estiver encontrando saída, ligue para o CVV 188.

Hoje eu vim aqui para compartilhar coisas leves aproveitando os temas da #LiteraturaCriativa que a @clayci lançou para o mês. Como não consegui responder em posts individuais, resolvi reunir todos aqui e responder em formato de TAG literária. Espero que gostem e qualquer coisa estamos aí!

Fig. 1 Um livro aberto cercado de itens amarelos: flores, luminária de lua, de abacaxi, livros, pedras e um card.

1. UM PERSONAGEM EMPÁTICO, QUE CATIVA E TOCA O LEITOR.

Lazlo Estranho, de "Um estranho sonhador". Cá estou eu falando desse livro de novo (tem resenha aqui e post com quotes e reflexões aqui), mas Lazlo foi um personagem que mexeu comigo. Além de sonhador, ele também é um personagem altruísta e tenta fazer as coisas da melhor forma possível para todos. Compreensivo, empático quando se depara com diferenças e possui uma visão que vai além da caixinha. Amo!